Sobre a Revista

A revista SOLETRAS é um periódico eletrônico do Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (PPLIN), vinculada ao Departamento de Letras (DEL), da Faculdade de Formação de Professores da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FFP/UERJ). Com periodicidade quadrimestral, de acesso livre e gratuito, a revista busca incentivar o debate científico nas diversas áreas de conhecimento do programa, além de difundir os resultados de trabalhos inéditos desenvolvidos de professores e pesquisadores vinculados a instituições de ensino e pesquisa nacionais ou internacionais, bem como da comunidade científica em geral. Os números são organizados com base no dossiê, com edições que intercalam Estudos Literários e Estudos Linguísticos. Só serão aceitos trabalhos submetidos por pesquisadores doutores, ou, em caso de coautoria, de doutorandos, em parceria com um segundo pesquisador que possua o título de doutor. Todas as submissões passam por avaliação cega por pares (peer review), segundo as normas para contribuições.

 

e-ISSN: 2316-8838 | ISSN: 1519-7778 |  Ano de criação: 2001- impresso, 2012 – eletrônico | Área do conhecimento: Linguística e Literatura  Qualis: A4 – 2021-2024 (Linguística e Literatura) | 

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Chamada para o número 56 da revista Soletras (set.- dez. de 2026)

2026-03-18

Dossiê: Classe, raça, etnia e gênero: representações das desigualdades sociais na ficção contemporânea

Organizadores:

Diana Trindade Drumond (University of Georgia – UGA)

Luiz Manoel da Silva Oliveira (UFSJ)

Shirley de Souza Gomes Carreira (UERJ, CNPq/FAPERJ)

 

A literatura contemporânea é indubitavelmente comprometida com temáticas relacionadas a questões sociais do mundo hodierno, configurando-se como um espaço privilegiado de disputa simbólica e de elaboração estética das tensões da vida coletiva. Em um cenário marcado pela ampliação das assimetrias sociais e pela persistência de hierarquizações históricas, a ficção tematiza conflitos, violências e exclusões e intervém na forma de percebê-los, nomeá-los, imaginá- los e subvertê-los. Por meio de escolhas de linguagem, focalização, estrutura narrativa, composição de personagens, dentre outras estratégias, a literatura é capaz de visibilizar experiências socialmente produzidas a partir de desigualdades, tensionando regimes de poder e questionando sentidos sobre pertencimento, reconhecimento e cidadania.

Ao problematizar, por meio da ficção, as desigualdades derivadas do racismo e dos processos de racialização, das normatividades de gênero e sexualidade, das dinâmicas de classe e trabalho, entre outros marcadores, a literatura pode operar como ferramenta de denúncia, crítica e resistência, sem prescindir dos procedimentos formais e dos critérios estéticos que conferem qualidade ao texto literário.

Partindo dessa premissa, os organizadores do dossiê convidam à submissão de artigos originais que, a partir de diversas perspectivas, abordagens teóricas e metodológicas, incluindo leituras comparativas, examinem obras literárias que privilegiam a ficcionalização das desigualdades sociais.

Serão bem-vindos trabalhos que se enquadrem nos seguintes eixos temáticos:

  1. Abordagens interseccionais da desigualdade
  2. Migração, deslocamentos e experiências fronteiriças perpassadas pela desigualdade
  3. Periferias, segregação socioespacial e acesso desigual à cidade,
  4. Classe social, trabalho e precarização.
  5. A desigualdade social em romances históricos.
  6. Racismo estrutural e processos de racialização como instrumentos de manutenção da desigualdade.
  7. Gênero, sexualidades e dissidências sexuais como eixos de hierarquização social e
  8. Estratégias revisionistas de obras literárias canônicas produzidas sob a égide de marcadores de discriminação interseccional.

Espera-se, assim, reunir contribuições que iluminem como a ficção contemporânea figura a desigualdade e, ao fazê-lo, produz conhecimento sensível e crítico sobre o mundo social, abrindo novas possibilidades de leitura para experiências historicamente marginalizadas.

Prazo final para submissão:: 5 de outubro de 2026.

Previsão de publicação: dezembro de 2026.

Saiba mais sobre Chamada para o número 56 da revista Soletras (set.- dez. de 2026)

Edição Atual

n. 54 (2026): Justiça Social, Emoções e Decolonialidade na Formação de Professores de Línguas

Dossiê SOLETRAS 54 (Jan.-Abril. 2026)

 

Justiça Social, Emoções e Decolonialidade na Formação de Professores de Línguas

 

Organizadores:
Gysele da S. Colombo-Gomes (UERJ)
Luis Javier Pentón Herrera (Universidade VIZJA, Polônia)
Ana Maria F. Barcelos (Universidade Federal de Viçosa, Brasil)

 

O chamado por uma formação docente fundamentada na justiça social e em perspectivas decoloniais não é novo, mas ganha urgência renovada diante do avanço do extremismo de direita, do retrocesso democrático e do acirramento de conflitos sociais, culturais e étnicos ao redor do mundo. Nesse cenário, refletir sobre os propósitos e rumos da educação linguística torna-se imperativo. Apesar dos esforços históricos para centrar o ensino de línguas em valores éticos e humanistas, modelos técnicos e baseados na transmissão de conteúdos ainda predominam. Essas abordagens frequentemente ignoram as dimensões socioemocionais, relacionais e políticas do ensino de línguas, reforçando estruturas hierárquicas e excludentes. Reimaginar a formação de professores de línguas sob as lentes da justiça, do cuidado e da decolonialidade significa reconhecer os professores como agentes de transformação. Requer criar espaços que afirmem o envolvimento emocional, a dignidade cultural e a reflexão crítica para docentes e aprendizes. Em resposta às crises contemporâneas, educadores têm promovido abordagens pedagógicas que priorizam a empatia, a cura e a alfabetização emocional, favorecendo ambientes nos quais professores e alunos possam florescer. Este dossiê convida contribuições que explorem o que tem sido feito — ou o que ainda precisa ser feito — para avançar na formação de professores de línguas comprometida com a equidade, o desenvolvimento socioemocional e práticas transformadoras. São bem-vindos estudos, narrativas e reflexões que desafiem paradigmas dominantes, incorporem o pensamento decolonial e coloquem no centro da formação as dimensões emocionais, éticas e políticas do ser professor de línguas hoje.

Publicado: 2026-04-30

Apresentação

Dossiê 54 (Jan.-Abril. 2026): Social Justice, Emotions, and Decoloniality in Language Teacher Education

Vária

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Publicação

PPLIN Faculdade de Formação de Professores UERJ

  

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