Quando a punição atinge a “alma”: a solidão como manifestação da morte simbólica em instituições totais no Brasil

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.12957/rqi.2025.81676

Palabras clave:

Isolamento, Solidão, Morte simbólica, Instituições totais, Punição

Resumen

Uma das características das instituições totais é colocar os indivíduos em contato com sua própria solidão e isolamento. Partindo do pressuposto de que o “eu” só existe a partir do “outro”, a partir de uma perspectiva altruística das relações intersubjetivas, tem-se na segregação proposta pelas instituições totais uma espécie de morte simbólica do indivíduo enquanto ser social. Para orientar a abordagem proposta, o artigo examina a possível relação entre a solidão e a morte simbólica do indivíduo, explorando como a solidão pode ser considerada uma manifestação de poder no contexto das instituições totais. Para atingir tal objetivo, a pesquisa recorre ao pensamento de Erving Goffman, Hannah Arendt e Michel Foucault para investigar a intersecção desses conceitos e fornecer insights sobre o impacto psicossocial da solidão em contextos institucionais totalitários. Em primeira análise, o estudo evidencia que a solidão pode, de fato, ser uma consequência das práticas institucionais que minam a identidade e a conexão social dos indivíduos, causando, consequentemente, a morte simbólica do “eu”. Metodologicamente, utiliza-se na pesquisa a abordagem hipotético-dedutiva, partindo-se de premissas formuladas como hipóteses que respondem ao problema de pesquisa apresentado. Quanto à técnica de pesquisa, o estudo vale-se da técnica bibliográfica e documental.

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Biografía del autor/a

Maiquel Ângelo Dezordi Wermuth, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ, Rio Grande do Sul

Doutor em Direito Público pela UNISINOS, com estágio Pós-doutoral pela USP. Bolsista de Produtividade do CNPq. Coordenador do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu - Mestrado e Doutorado em Direitos Humanos - da UNIJUÍ. Líder do Grupo de Pesquisa Biopolítica & Direitos Humanos (CNPq). 

Fernanda Analú Marcolla, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)

Doutoranda pelo Programa de Pós-Graduanda em Direitos Humanos pela UNIJUÍ. Mestre em Direito Público pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Regional de Blumenau (FURB). Pesquisadora capes (Processo nº 88887.710405/2022-00).

Milena Cereser da Rosa, Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ)

Doutoranda em Direitos Humanos pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ (2023) com bolsa CAPES/PDPG, Programa de Desenvolvimento da Pós-Graduação - Alteridade na Pós-Graduação. Mestre em Direito pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ (2021-2022) com bolsa CAPES, do Programa de Cooperação Acadêmica em Segurança Pública e Ciências Forenses (PROCAD/CAPES).

Publicado

2026-03-21

Cómo citar

Wermuth, M. Ângelo D., Marcolla, F. A., & da Rosa, M. C. (2026). Quando a punição atinge a “alma”: a solidão como manifestação da morte simbólica em instituições totais no Brasil. REVISTA QUAESTIO IURIS, 18(3), 121–140. https://doi.org/10.12957/rqi.2025.81676

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