Quando a punição atinge a “alma”: a solidão como manifestação da morte simbólica em instituições totais no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.12957/rqi.2025.81676Palabras clave:
Isolamento, Solidão, Morte simbólica, Instituições totais, PuniçãoResumen
Uma das características das instituições totais é colocar os indivíduos em contato com sua própria solidão e isolamento. Partindo do pressuposto de que o “eu” só existe a partir do “outro”, a partir de uma perspectiva altruística das relações intersubjetivas, tem-se na segregação proposta pelas instituições totais uma espécie de morte simbólica do indivíduo enquanto ser social. Para orientar a abordagem proposta, o artigo examina a possível relação entre a solidão e a morte simbólica do indivíduo, explorando como a solidão pode ser considerada uma manifestação de poder no contexto das instituições totais. Para atingir tal objetivo, a pesquisa recorre ao pensamento de Erving Goffman, Hannah Arendt e Michel Foucault para investigar a intersecção desses conceitos e fornecer insights sobre o impacto psicossocial da solidão em contextos institucionais totalitários. Em primeira análise, o estudo evidencia que a solidão pode, de fato, ser uma consequência das práticas institucionais que minam a identidade e a conexão social dos indivíduos, causando, consequentemente, a morte simbólica do “eu”. Metodologicamente, utiliza-se na pesquisa a abordagem hipotético-dedutiva, partindo-se de premissas formuladas como hipóteses que respondem ao problema de pesquisa apresentado. Quanto à técnica de pesquisa, o estudo vale-se da técnica bibliográfica e documental.
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