DISPONIBILIDADE ESPACIAL DE PEIXARIAS EM ÁREAS DE DIFERENTES NÍVEIS SOCIOECONÔMICOS DE UMA CIDADE LITORÂNEA

Elizabeth Nappi Corrêa, Ângelo Horta de Abreu, Camila Elizandra Rossi, Cristine Garcia Gabriel, Janaina das Neves, Maria Gabriela Matias de Pinho, Francisco de Assis Guedes de Vasconcelos

Resumo


Introdução: O consumo de alimentos in natura tem sido estimulado por diversas políticas públicas. Investigações sobre disponibilidade geográfica de locais que comercializam esses alimentos e sua relação com a qualidade da alimentação da população têm sido enfatizadas desde o início do século XXI. Objetivo: Identificar a distribuição espacial das peixarias fixas e itinerantes no município de Florianópolis, de acordo com a densidade de estabelecimentos por habitantes, em áreas geográficas de diferentes níveis de renda domiciliar. Metodologia: As informações foram obtidas por meio de dados secundários provenientes do setor de Vigilância Sanitária Municipal e de listas telefônicas digitais e impressas. Para a localização geográfica dos estabelecimentos nas 30 áreas de ponderação do município, foi utilizado o software Google Earth®. Resultados e discussão: A distribuição espacial das peixarias fixas não contempla 14 (47%) das áreas geográficas de Florianópolis, sendo 9 (64%) atendidas pelo “Projeto Caminhão do Peixe”, caracterizado pela comercialização itinerante de pescados. Apesar de não haver diferença estatística, observou-se que os números absoluto e relativo (por habitantes) das peixarias fixas eram mais altos quanto maior era a renda da área geográfica. Conclusões: Recomenda-se que futuros estudos procurem relacionar a distribuição ambiental das peixarias à aquisição e ao consumo de pescados em Florianópolis.

DOI: 10.12957/demetra.2017.26467

 

 


Palavras-chave


comercialização de produtos; consumo de alimentos; peixes; ambiente alimentar; mapeamento geográfico

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2017.26467