EVOLUÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO EXCLUSIVO NOS PRIMEIROS 15 ANOS DO SÉCULO XXI: UM ESTUDO NO MUNICÍPIO DE MACAÉ, RIO DE JANEIRO, BRASIL

Alice Bouskelá, Jane de Carlos Santana Capelli, Camilla Medeiros Macedo da Rocha, Flavia Farias Lima, Naiara Sperandio, Vânia de Matos Fonseca

Resumo


O estudo tem como objetivo investigar a taxa de prevalência e a tendência temporal do aleitamento materno exclusivo (AME) em lactentes menores de quatro meses atendidos nas Unidades Básicas de Saúde das Estratégias de Saúde da Família (UBS/ESF) de Macaé, entre 2001 e 2015. Realizou-se estudo de série temporal que avaliou a evolução das taxas de prevalência de AME aos quatro meses, considerando o dado período, com caráter descritivo e uso de dados de base secundária, DATASUS – Banco de Dados do Sistema Único de Saúde via Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB/SUS. A análise de tendência de AME foi realizada por meio do software Jointpoint Regression Program para Windows versão 4.5.0.1. Foram analisados 56.454 registros. Para o total de crianças estudadas, o AME apresentou um aumento estatisticamente significativo de 47,2% para 69,0% entre 2001 e 2004. Para o período seguinte, a prática de AME sofreu variações até a prevalência de 73,5%, em 2015, com valor máximo de 76,8%, em 2013, mas as mesmas não apresentaram significância estatística nesse intervalo de tempo, com uma taxa anual média de 71,4% nos últimos dez anos. Uma otimista dinâmica de evolução quanto ao AME se estabeleceu durante mais de uma década no município fluminense, confirmando que o investimento em políticas e em diversas ações de promoção, proteção e apoio podem ter impacto positivo e devem permanecer para o contínuo e necessário aumento da prática de amamentação.

DOI: 10.12957/demetra.2019.43562

 


Palavras-chave


Aleitamento Materno. Tendências. Estudos de Séries Temporais. Política de Saúde.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2019.43562

e-ISSN: 2238-913X


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