História da educação, religião e cidades:
apresentação de um tema em diálogo com a geografia
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.99989Palavras-chave:
práticas educativas, cultura religiosa, espaços formativos, pedagogia culturalResumo
Este texto busca a relação do trinômio do título, ultrapassando os espaços escolares, por entender a educação em sentido ampliado, e mediado por diversos agentes em diálogo com a cidade. Propomos que os estudos investiguem de que maneira as religiões marcam (ou não) a paisagem das cidades, e se isso imprime caráter socializador, educativo e formador, por sua presença nos edifícios (templos, escolas, hospitais etc.), nas celebrações, nos rituais, nas vestimentas, nos objetos (altares, monumentos e impressos). Ao focalizar as religiões, ampliamos a escala para pensar além das formas institucionais e seus agentes como única, ou mesmo a via privilegiada, dessa presença. Interessam-nos também os modos pelos quais leigos e leigas de diferentes religiões contribuem para fazer circular e imprimir marcas físicas ou simbólicas de suas religiões nas cenas da cidade, percebendo seus efeitos na cultura, na arte e na própria organização do espaço como território de disputas. Essa trama que organiza as relações entre as religiões e os modos pelos quais se afirmam nas cidades pode ir além da dimensão do sagrado, buscando compreender como questões políticas, éticas, estéticas, culturais e econômicas, próprias do mundo temporal, se entrelaçam no tecido religioso, atualizando-o de modo a dialogar de forma mais eficaz com cada época e sociedade, reorganizando suas práticas educativas. A História da Educação é o campo que orienta as reflexões aqui propostas em diálogo com a geografia. A pergunta que provoca esta Seção Temática é: quais são os diferentes meios de educar dos quais as religiões lançam mão nas cidades?
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