"A polícia prende, mas a justiça solta”
o relato vencedor sobre a audiência de custódia na sociedade brasileira e suas matrizes autoritárias
Palabras clave:
Audiência de custódia, Conselho Nacional de Justiça, Retórica, Autoritarismo, Relato VencedorResumen
https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/93518
O presente artigo tem como objeto de pesquisa os dois principais discursos sobre a audiência de custódia no Brasil o protetivo e garantista, emanado do Conselho Nacional de Justiça, e o punitivista, que enxerga naquele um convite à impunidade. Pelo método da retórica analítica, são observados ambos os relatos em seus níveis estratégico e material. O objetivo é analisar como o discurso de que “a polícia prende, mas a justiça solta” se coaduna com um presente e um passado autoritários na formação social brasileira, logrando prevalecer nas audiências de custódia no Brasil. Conclui-se que o discurso dominante é fruto da mentalidade autoritária que molda a sociedade brasileira, responsável pelo relato que constitui a própria realidade, ou seja, a retórica material, de modo que a retórica estratégica empregada pelo CNJ não foi capaz de alterá-lo.
Descargas
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2026 Gisele Souza de Oliveira, João Maurício Adeodato (in memoriam), Juão Vitor Santos Silva (Autor/a)

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución 4.0.
Los textos son de exclusiva responsabilidad de sus autores.
Se permite la reproducción total o parcial de los artículos de la Revista Derecho y Práxis, siempre que citada la fuente.
Este trabajo está licenciado bajo una Licencia Creative Commons 4.0, Asignación-Sin Derivaciones.
Esta licencia permite copiar y redistribuir el material en cualquier soporte o formato para cualquier fin, aunque sea comercial, desde que citada la autoría original.
This work is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License.
