Ler literaturas indígenas: uma experiência antropológica
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2025.92107Abstract
Ao criticar a máxima “tempo é dinheiro”, Antonio Candido (2011) exalta a ideia de lazer construtivo e, por extensão, da fruição literária, segundo a qual a literatura, enquanto um objeto estético, um construto ideológico e uma ferramenta para proposição de saberes, funciona como um catalisador de experiências. Nesse sentido, esta proposta trata especificamente da literatura indígena, aqui representada por títulos de Yaguarê Yamã, do povo Maraguá, como uma fonte dessa experiência “que nos passa, que nos acontece, que nos toca” (BONDÍA, 2002). Para tal, alinham-se aqui as compreensões da literatura indígena como uma poética extraocidental (THIEL, 2012) e como etnografia, em que o olhar, o ouvir e o escrever permanecem como estratégias indispensáveis para essa forma de escrita (OLIVEIRA, 2017), sem, contudo, ser realizada por um antropólogo externo, mas pelo próprio representante de um povo indígena. Para além da proposição de saberes pautados pela lógica capitalista, a leitura dos textos de Yamã posiciona assim a literatura indígena como um instrumento didático que proporciona experiências significativas em sala de aula.
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