Ler literaturas indígenas: uma experiência antropológica

Autores/as

  • Jandir Silva dos Santos Universidade do Estado do Amazonas
  • Mauro Gomes da Costa Universidade do Estado do Amazonas

DOI:

https://doi.org/10.12957/soletras.2025.92107

Resumen

Ao criticar a máxima “tempo é dinheiro”, Antonio Candido (2011) exalta a ideia de lazer construtivo e, por extensão, da fruição literária, segundo a qual a literatura, enquanto um objeto estético, um construto ideológico e uma ferramenta para proposição de saberes, funciona como um catalisador de experiências. Nesse sentido, esta proposta trata especificamente da literatura indígena, aqui representada por títulos de Yaguarê Yamã, do povo Maraguá, como uma fonte dessa experiência “que nos passa, que nos acontece, que nos toca” (BONDÍA, 2002). Para tal, alinham-se aqui as compreensões da literatura indígena como uma poética extraocidental (THIEL, 2012) e como etnografia, em que o olhar, o ouvir e o escrever permanecem como estratégias indispensáveis para essa forma de escrita (OLIVEIRA, 2017), sem, contudo, ser realizada por um antropólogo externo, mas pelo próprio representante de um povo indígena. Para além da proposição de saberes pautados pela lógica capitalista, a leitura dos textos de Yamã posiciona assim a literatura indígena como um instrumento didático que proporciona experiências significativas em sala de aula.

Biografía del autor/a

Jandir Silva dos Santos, Universidade do Estado do Amazonas

Doutorando em Educação na Amazônia pelo PGEDA/EDUCANORTE (UFAM/UEA). Mestre em Estudos Literários pela UFAM (2020), onde se graduou em Letras - Língua e Literatura Portuguesa (2016). Também é graduado em Letras - Língua Inglesa (Estácio, 2023).

Mauro Gomes da Costa, Universidade do Estado do Amazonas

Professor Associado A da Universidade do Estado do Amazonas/UEA. Doutor em Educação pela Universidade Estadual de Campinas-UNICAMP; Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Amazonas/UFAM (2004); Especialização em Metodologia do Ensino Superior pela Universidade Federal do Amazonas/UFAM (2001); Graduação em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (1996).

Publicado

2025-12-20

Número

Sección

Dossiê 53 (set.-dez. 2025): As práticas de formação de professores de língua e de literatura