Por uma fenomenologia dos corpos marginalizados na epistemologia decolonial

Autores

Palavras-chave:

Corpos marginalizados, Decolonialidade, Fenomenologia, Injustiça epistêmica, Resistência epistêmica

Resumo

https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/94088

Como a fenomenologia pode contribuir para uma epistemologia decolonial que explique e legitime os saberes dos corpos marginalizados, subvertendo a colonialidade do saber e o silenciamento histórico destes? O objetivo deste artigo é construir um referencial fenomenológico que integre a corporeidade vivida (Leib), atravessada por relações de poder, como condição primordial das experiências subalternas, evidenciando a dimensão política, epistemológica e ontológica da marginalização corporal. Parte-se da hipótese de que a fenomenologia tradicional pode ser revisada criticamente para incluir a corporalidade marcada pela colonialidade, abrindo espaço para epistemologias pluriversais que desafiem a hegemonia eurocêntrica e sua falsa neutralidade científica, apontando para um diálogo necessário entre fenomenologia e pensamento decolonial. Esta abordagem é ainda enriquecida por perspectivas contemporâneas, que ressaltam a contingência e a vulnerabilidade dos corpos marginalizados como locus de resistência e subversão.

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Biografia do Autor

Alana Maria Passos Barreto, Universidade Federal de Sergipe

Doutoranda em Sociologia e Mestra em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (UFS). Graduada em Direito pela Universidade Tiradentes (Unit) com especialização em Direito Digital. Advogada. Integrante do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre Democracia (GEPDEM) e do Natureza Humana, Pluralismo e multiculturalismo no âmbito dos Direitos Humanos (NAHMU), cadastrados no diretório do CNPq. Pesquisadora com estudos direcionados na CTS (Ciência, Tecnologia e Sociedade), com ênfase em tecnopolíticas, atuando principalmente nos seguintes temas: desinformação, práticas discursivas midiáticas, inteligência artificial, infraestruturas digitais, governança e regulação. Autora da obra “Uma mentira bem contada: estratégias discursivas e desinformação nas eleições” (Editora Telha, 2025).

Publicado

2026-05-25

Como Citar

Barreto, A. M. P. (2026). Por uma fenomenologia dos corpos marginalizados na epistemologia decolonial. Revista Direito E Práxis, 17(2). Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/94088

Edição

Seção

Artigos inéditos

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