A diversidade dos fundamentos e das experiências jurídicas: a noção de tripé jurídico de Étienne Le Roy

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/rqi.2025.94064

Palavras-chave:

regulação jurídica, juridicidade, multijuridismo, etnocentrismo, antropologia jurídica

Resumo

O presente artigo objetiva explorar a questão da diversidade da experiência jurídica, valendo-se da noção de tripé jurídico, do antropólogo francês, Étienne Le Roy. Emprega a pesquisa método bibliográfico, colhendo-se referências do campo da antropologia jurídica – da própria seara da antropologia ou de matérias aderentes –, com destaque para textos de Le Roy. Os resultados demonstram-se numa sequência argumentativa que passa pela compreensão não etnocêntrica do direito, pelas dimensões da juridicidade, pela sancionabilidade na juridicidade, pelas montagens da juridicidade e pela juridicização do habitus na proposta de Le Roy, os sistemas de disposições duráveis. Indica-se, em síntese, que os fundamentos da regulação jurídica não se resumem à norma, como o direito não representa a totalidade da regulação jurídica. Há regulação jurídica por toda parte, mas a forma como se dá varia conforme a cultura. O artigo contribui para a notabilização de uma proposta que consigna um alto potencial epistemológico para a análise geral do fenômeno jurídico. Adicionalmente, instiga ao acolhimento do diverso, postura fundamental num tempo em que não há mais como refugir à interculturalidade.   

Biografia do Autor

Ricardo Favoreto, Universidade Estadual de Londrina

Doutor em Direito pela Universidade de São Paulo (USP). Doutor em Administração pela Universidade Nove de Julho (UNINOVE). Graduado em Direito pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Graduado em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR). Professor Associado da UEL.

Downloads

Publicado

2026-01-14

Como Citar

Favoreto, R. (2026). A diversidade dos fundamentos e das experiências jurídicas: a noção de tripé jurídico de Étienne Le Roy. REVISTA QUAESTIO IURIS, 18(1), 183–210. https://doi.org/10.12957/rqi.2025.94064