AMBIENTE FAMILIAR E RISCO DE TRANSTORNO ALIMENTAR ENTRE UNIVERSITÁRIOS DA ÁREA DA SAÚDE

Helena Alves de Carvalho Sampaio, Itamara Araújo da Silva, Nara de Andrade Parente, Antônio Augusto Ferreira Carioca

Resumo


Objetivo: Investigar, junto aos estudantes da área de saúde, a associação entre comportamentos sugestivos de risco para transtorno alimentar e ambiente familiar. Métodos: Trata-se de um estudo descritivo, transversal, com abordagem quantitativa. A coleta de dados foi realizada a partir de um instrumento dividido em três partes: dados de identificação e antropométricos; aspectos ligados ao transtorno alimentar (Teste de atitudes alimentares - Eating Attitudes Test – EAT-26); e aspectos ligados ao ambiente familiar (Escala de Ambiente Familiar). Resultados: Foi observado desejo de perda de peso por parte dos estudantes de todos os cursos, apesar de estarem saudáveis de acordo com o Índice de Massa Corporal médio (22,75kg/m²). Na distribuição do EAT-26, 16% da amostra apresentou risco positivo para TA. Maiores índices de EAT-26 positivos foram encontrados nos acadêmicos da enfermagem, com 27%, enquanto os menores percentuais foram observados nos estudantes de medicina (10%), porém, não houve diferença significativa entre os cursos (p=0,204). A análise comparativa entre EAT-26 e ambiente familiar foi pioneira neste tipo de estudo e demonstrou que apenas o domínio conflito foi significativamente associado ao EAT-26 (p=0.008), indicando que a presença transtorno alimentar está associada a famílias mais conflituosas. Conclusão: O estudo evidenciou a necessidade de se incluir avaliação de comportamentos para transtorno alimentar e escala de ambiente familiar nas ações de promoção da saúde em grupos vulneráveis ao desenvolvimento de transtornos alimentares.


Palavras-chave


Transtorno Alimentar; Cursos em Ciências da Saúde; Estudantes.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2019.33308