Praxiologias de professoras de inglês em escolas públicas de Goiás: (des)articulações para uma educação linguística intercultural crítica e decolonial
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2026.95969Abstract
Neste estudo, discutimos as praxiologias de três professoras de língua inglesa que atuam em escolas públicas do estado de Goiás, a fim de problematizá-las à luz de perspectivas interculturais críticas e decoloniais de educação linguística (DUBOC, 2018; FREIRE, 2023; NUÑEZ-PARDO, 2018; OLIVEIRA; SABOTA, 2020; PENNYCOOK, 2021; PESSOA; PINTO, 2013; PRADO, 2021; QUIJANO, 2005; REZENDE et al., 2020; REZENDE, 2022; RODRIGUES; SILVESTRE, 2020; SEGATO, 2021; WALSH, 2009, 2023). O estudo, de cunho qualitativo interpretativista, foi desenvolvido a partir de um grupo focal realizado em três encontros virtuais, nos quais as participantes compartilharam relatos e registros de suas práticas pedagógicas. Seguindo uma concepção crítica de praxiologias docentes (PESSOA et al., 2021), procuramos articular teoria e prática ao longo da discussão dos dados, entrelaçando-os de maneira mútua e interdependente e, portanto, não separando-os em seções distintas. Os resultados evidenciam esforços praxiológicos marcados pela contextualização sociocultural das aulas e pela busca de justiça social, ao mesmo tempo que expõem concepções funcionalistas de interculturalidade e dificuldade em adotar práticas decoloniais mais contundentes. Conclui-se, assim, que as praxiologias abordadas se constituem como processos situados, contraditórios e inacabados, demandando constante inquietação e ressignificação no contexto da escola pública.
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