Entre emoções, resistências e complexidade:
práticas decoloniais de professores de inglês em escolas quilombolas na Amazônia Marajoara
Resumen
A formação de professores de Língua Inglesa (LI) na Educação Escolar Quilombola (EEQ) envolve dinâmicas afetivas, epistêmicas e sociopolíticas que ultrapassam modelos tradicionais de ensino. Este artigo analisa narrativas de cinco professores que atuaram em escolas quilombolas da Amazônia Marajoara, buscando compreender como emoções, práticas decoloniais e processos de auto-organização emergem no ensino de inglês. A pesquisa ancora-se no paradigma da complexidade (Morin, 2005; Larsen-Freeman; Cameron, 2008), na perspectiva afetiva da Linguística Aplicada (Aragão, 2011; Barcelos, 2015; Zembylas, 2003) e em aportes da decolonialidade (Quijano, 2000; Mignolo, 2007; Walsh, 2018). Metodologicamente, adota-se uma abordagem qualitativa, utilizando narrativas docentes como eventos emergentes de Sistemas Adaptativos Complexos. Os resultados evidenciam que emoções como medo, esperança, orgulho e empatia operam como fatores que modulam práticas pedagógicas e promovem reorganizações curriculares situadas. Além disso, emergem gestos decoloniais que aproximam o inglês dos saberes comunitários, fortalecendo identidades quilombolas. Conclui-se que o ensino de inglês na EEQ constitui um ecossistema vivo, no qual complexidade, afetividade e decolonialidade se entrelaçam na construção de práticas de justiça social.
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