Calçada da fome: sobre os anjos e os mortos no Passeio da Glória
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2016.27190Resumen
Resumo: Nesta reflexão sobre ontologias visuais, transita-se entre as fotografias antigas de pessoas provavelmente já mortas e o mercado vivo das ruas do Rio de Janeiro, notadamente no bairro da Glória, onde se observa o trabalho dos trapeiros numa área conhecida como “calçada da fome”. É nesse espaço intertextual/intermidial que a cidade transforma-se num palco no qual se descortinam os modos de sobrevivência do flâneur e do passante, do trapeiro e do colecionador, e de tantos outros personagens criados por Walter Benjamin (1892 - 1940) e pela poesia de Charles Baudelaire (1821 - 1867). Esse movimento, que conecta em seu trajeto sujeitos, fotografias, artes plásticas, a cidade e suas ruínas, segue os sinais da “iluminação profana” proposta por Benjamin em O Surrealismo – O último instantâneo da inteligência europeia (1929). Por isso, a cidade é vista como um tableau vivant e aqueles artigos ali espalhados, objetos reunidos e ressignificados, formam o labirinto da memória e mapa contemporâneo da própria metrópole.
Palavras-chave: Walter Benjamin. Fotografia. Memória. História Social. Medium-de-reflexão
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