Emoções emergentes na violência e indutoras de violência: um estudo de caso acerca das subjetividades na fala das(os) adolescentes da Educação Básica
Resumo
Com base nas contribuições de Foucault, em diálogo com outros aportes teóricos, este artigo analisa a violência epistêmica (Zembylas, 2024) como acontecimento discursivo, compreendido enquanto prática produtora de efeitos de sentido, cuja força mobiliza representações de poder e de cuidado de si, enunciadas de modo explícito e implícito nas falas de adolescentes do 9º ano do Ensino Fundamental em uma instituição de ensino. Nessa perspectiva, o estudo articula a violência epistêmica às emoções e aos modos de subjetivação (Foucault, 2016). No âmbito do quadro teórico-metodológico (Clarke & Braun, 2013; Denzin & Lincoln, 2006), a conversa orientada semiestruturada constitui o objeto de análise, tomada como categoria reflexiva e entendida como “fatos de discurso que merecem ser analisados ao lado dos outros, com os quais mantêm relações complexas” (Foucault, 1995). Tal abordagem não concebe a entrevista como unidade estável no escopo da categorização dos gêneros do discurso, nem como unidade homogênea, mas como um dispositivo das práticas discursivas e dos percursos de sentido que sustentam regimes de verdade sobre emoção e violência no espaço escolar. Os resultados lançam luz sobre os modos pelos quais a escola, ao operar por meio da subalternização e do silenciamento dos sujeitos, exerce um poder que nega e invisibiliza práticas emocionais, impactando diretamente as interações humanas.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
A aprovação dos artigos implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação nesta revista. O(s) autor(es) autoriza(m) ao Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (PPLIN) a reproduzi-lo e publicá-lo na revista SOLETRAS, entendendo-se os termos “reprodução” e “publicação” conforme definição do artigo 5° da Lei 9610/98. O(s) autor(es) continuará(rão) a ter os direitos autorais para publicações posteriores. O artigo poderá ser acessado pela rede mundial de computadores (http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras), sendo permitidas, a título gratuito, a consulta e a reprodução de exemplar do artigo para uso próprio de quem o consulta. Casos de plágio ou quaisquer ilegalidades nos textos apresentados são de inteira responsabilidade de seus autores.
