Dos protestos à Constituinte
uma análise dos impasses das mobilizações chilenas à luz do imaginário hegemônico (2011-2022)
Palavras-chave:
Chile, Protestos, Poder constituinte, Constituição, ImaginárioResumo
https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/98113
O presente paper busca compreender as razões pelas quais a década passada chilena apresentou ondas crescentes de massivos protestos, mas que encontraram limites na forma do rechaço constitucional. A hipótese é que os protestos serviram como acontecimentos que modificaram as possibilidades de organização política, mas cuja força arrefeceu devido a um déficit de organização e coordenação política, inerente aos dilemas do imaginário hegemônico na modernidade contemporânea. Mediante revisão bibliográfica e entrevistas com 19 membros do partido Frente Amplio (FA), buscou-se reconstituir o processo político da década e comparar dois eventos no mesmo país: os protestos de 2011 e do O-19, a partir dos impactos políticos-institucionais no imaginário hegemônico chileno. Analisa-se tendo por base três variáveis: descentramento das subjetividades coletivas; intensidade do poder constituinte e frustrações e demandas contra o sistema político e constitucional vigente.
Como resultado propõem-se que o aumento dos protestos vem das frustrações com as respostas parciais dadas nas reformas constitucionais; todavia, O-19 ao conseguir abrir o processo constituinte demonstrar que o aumento da força dos protestos estava diretamente proporcional ao descentramento das coletividades, o que culminou em dificuldades de coordenação no processo constituinte.
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Copyright (c) 2026 Daniel Henrique da Mota Ferreira, Lucas Paz dos Santos (Autor/a); Adriana Serrão (Tradutor/a)

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