MEDIAÇÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: LIMITES E POSSIBILIDADES NO ÂMBITO DA JUSTIÇA MULTIPORTAS

Autores

  • Diana Georges Freiha UERJ
  • Humberto Dalla Bernardina de Pinho UERJ

DOI:

https://doi.org/10.12957/redp.2026.96347

Resumo

Diante da premência em se resolver os conflitos interpessoais, o instituto da mediação ganha relevo por dar destaque à autonomia das partes na construção da solução, criando o sentimento de justiça e pertencimento ao que fora acordado. Por sua vez, o atual panorama globalizado sedento por soluções imediatistas e menos custosas tem despertado a discussão acerca da mediação por intermédio do uso de ferramentas de inteligência artificial. O que pode ser considerado extremamente positivo para alguns, vai de encontro à essência da mediação que possui dentre outras peculiaridades a conjugação das habilidades de percepção, representação, raciocínio, empatia e análise da particularidade do caso e da individualidade dos participantes. A conclusão é no sentido de que a mediação conduzida por sistema não será capaz de reunir os predicados necessários ao bom exercício da atividade, impactando, portanto, negativamente no resultado gerado.

Biografia do Autor

Diana Georges Freiha, UERJ

Doutoranda em Direito (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ). Mestre em Direito (UNESA). Visiting Researcher at Lisbon Public Law Research Centre (Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa - Portugal - set. 2025). Especialização em Direito pela EMERJ. Pesquisadora do Observatório da Justiça Multiportas e do Centro de Estudos Interdisciplinares de Direito e Inovação (CEINDI). Membro da equipe editorial da Revista Eletrônica de Direito Processual (REDP) e do Instituto Brasileiro de Direito Processual (IBDP).

Humberto Dalla Bernardina de Pinho, UERJ

Professor Titular de Direito Processual Civil na UERJ. Desembargador do Tribunal de Justiça no Estado do Rio de Janeiro. Coordenador Acadêmico da FGV Justiça. Editor da Revista Eletrônica de Direito Processual (REDP) e Coordenador do Grupo de Pesquisa Observatório da Mediação e da Arbitragem (CNPQ). Membro observador do Grupo Europeu de Magistrados pela Mediação (GEMME).

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Publicado

2026-04-30

Como Citar

GEORGES FREIHA, Diana; DALLA BERNARDINA DE PINHO, Humberto. MEDIAÇÃO E INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: LIMITES E POSSIBILIDADES NO ÂMBITO DA JUSTIÇA MULTIPORTAS: . Revista Eletrônica de Direito Processual, Rio de Janeiro, v. 27, n. 2, 2026. DOI: 10.12957/redp.2026.96347. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/redp/article/view/96347. Acesso em: 30 abr. 2026.