A tortura sexual como condição estrutural nas prisões brasileiras: permanência histórica e perspectivas críticas de enfrentamento

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/rqi.2025.84512

Palavras-chave:

Violência estatal, Violência sexual, Tortura, Prisões, Desencarceramento

Resumo

As violências nas prisões se apresentam em distintas conjecturas, seja pelas condições estruturais degradantes ou pelos atos cometidos por agentes do Estado. O artigo pretende analisar a permanência histórica da tortura sexual nas prisões, buscando compreender como o culto do esquecimento contribuiu para a sua persistência. Objetiva indicar perspectivas críticas de enfrentamento à tortura por meio da superação da opção prisional, e da educação em direitos humanos como um mecanismo de elucidação das violências históricas e cotidianas, e de amadurecimento social no combate às vulnerações decorrentes do encarceramento. Analisa o panorama da tortura sexual nas prisões brasileiras, bem como a cotidianidade das vulnerações. O trabalho conclui sobre a relação do culto do esquecimento e os vetores de vulnerabilidade presentes nos atos de violência sexual (racismo e patriarcado), de modo a caracterizar a permanência de tal atrocidade. Além disso, propõe como enfrentamento perspectivas de ruptura com o passado ditatorial através da crítica ao encarceramento, e o desenvolvimento de uma educação em diretos humanos. O artigo utiliza método dedutivo, revisão bibliográfica e análise qualitativa de dados oficiais e produzidos pela sociedade civil.

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Biografia do Autor

Bruno Rotta Almeida, Programa de Pós-Graduação em Direito Faculdade de Direito. Universidade Federal de Pelotas

Doutor (2016) e Mestre (2011) em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Estágio de Pós-Doutorado (2017-2019) em Criminologia e Sociologia Jurídico-Penal pela Universitat de Barcelona (UB). Graduado (2008) em Direito pela Universidade Católica de Pelotas (UCPel). Professor Adjunto da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).Coordenador Adjunto e Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito - Mestrado em Direito da UFPel. Membro-fundador da Red Cono Sur de Investigación en Cuestión Penitenciaria (RCSICP). Membro da Red de Investigación Penitenciaria de las Américas (Americas Prison Research Network - APRN). Membro da Red de Historiadores e Historiadoras del Delito en las Américas (REDHHDA). Integrante do Grupo de Trabalho Sistema penal y cambio social do Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales (CLACSO). Integrante do Conselho da Comunidade da Execução Penal da Comarca de Pelotas/RS. Coordena o Libertas - Programa de Pesquisa, Ensino e Extensão em Punição, Controle Social e Direitos Humanos. Coordena e é advogado do Defensa - Assessoria Criminal Popular e da Clínica Jurídico-Penitenciária, da Faculdade de Direito da UFPel.

Marina Mozzillo de Moura, Universidade Federal de Pelotas

Mestra pelo Programa "Maestría en Educación y Derechos Humanos" na Universidad Autónoma Latinoamericana, Medellín, Colômbia. Graduada em Direito pela Universidade Federal de Pelotas com mobilidade acadêmica internacional na Universidad Autónoma Latinoamericana, Medellín, Colômbia. Foi Bolsista do programa "Beca Colombia Extranjeros", financiado pelo "Instituto Colombiano de Crédito Educativo y Estudios Técnicos en el Exterior (ICETEX)". Integrante do LIBERTAS - Programa Punição, Controle Social e Direitos Humanos, da Universidade Federal de Pelotas.

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Publicado

2026-04-06

Como Citar

Almeida, B. R., & Mozzillo de Moura, M. (2026). A tortura sexual como condição estrutural nas prisões brasileiras: permanência histórica e perspectivas críticas de enfrentamento. REVISTA QUAESTIO IURIS, 18(4), 83–119. https://doi.org/10.12957/rqi.2025.84512

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