PRÁTICAS EDUCATIVAS: PROJETOS E PROGRAMAS DE EDUCAÇÃO SEXUAL.

Mirian Teresa Martins

Resumo


Este presente trabalho objetiva descrever as propostas de Educação sexual ao longo do século XX e analisar a intensificação dos Programas de Educação Sexual a partir do momento em que há uma maior tematização da gravidez na adolescência. A partir de 1980 a gravidez entre os mais jovens passou a ser palco das intervenções. Não com uma perspectiva sanitarista como no passado, mas a reboque das representações no imaginário da sociedade sobre os danos de se ter um filho nessa época quebuscam entender esse comportamento percebido como inadequado; a gravidez chamada precoce passou a ser encarada como um problema social , no sentido que colaborava com a reprodução da pauperização entre as jovens das camadas mais pobres da sociedade. Nesse cenário, Políticas Públicas foram pensadas para conter esse “mal”. Mais uma vez há a fusão do paradigma biomédico com o social, pois se representa a gravidez de adolescentes das classes trabalhadoras (decorrente de uma prática sexual sem prevenção), como uma “epidemia ou ainda como um mal que se expande por toda a sociedade” e a Educação Sexual passa a ser um dos instrumentos pensados para que pudesse “magicamente” minimizar o ciclo de pobreza.

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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