A contribuição política e pedagógica dos que vêm das margens

Marcos Reigota

Resumo


Aqueles que vêm das margens contribuem politicamente, com suas existências e processos trans-formativos, com muito mais do que aquilo que a academia lhes reconhece. Eles e elas recriam os conhecimentos, se colocam neles, criam e modificam os sentidos do estudar, do compreender e mudar as práticas pedagógicas e políticas, nas escolas e na academia. O tema deste texto é, precisamente, esta contribuição e as dificuldades que temos, no meio acadêmico, para reconhecê-la e aceitá-la como tão legítima quanto nossos autores canônicos, “obrigatórios”, nossas normas técnicas e lingüísticas, nossa competição e regulação permanentes. Defende-se aqui que a principal contribuição política dos que vêm das margens ocorre na construção e ampliação da noção de cidadania na qual o sentimento de pertencimento e a intervenção cotidiana são prioritários. Considerando este movimento de ampliação da cidadania como resultado de uma produção de sentido, poderíamos aprender com aqueles que vêm das margens, poderíamos repensar a dimensão política da escola e as suas configurações contemporâneas. Poderíamos produzir conhecimentos, conceitos e teorias radicais, pertinentes e, principalmente, descolonizadas.
PALAVRAS-CHAVE: cidadania – subalternidade e emancipação – política cotidiana

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ISSN 1518-5370 [impresso] • 1982-0305 [eletrônico]
Teias, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação – ProPEd/UERJ
Qualis/Capes - A2 (2017/2018) 
DOI: 10.12957/teias

 

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