DISTRIBUIÇÃO DOS VALORES DE RESISTÊNCIA, REACTÂNCIA E ÂNGULO DE FASE ENTRE INDÍGENAS ESCOLARES KAINGÁNG, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL

Teresa Gontijo de Castro, Nicole Louise Gonzaga Oliveira Santos, Ana Luiza Rodrigues Pellegrinelli, Laura Augusta Barufaldi, Wolney Lisboa Conde, Mauricio Soares Leite, Ilaine Schuch

Resumo


Objetivos: Descrever a distribuição de medidas bioelétricas entre os Kaingáng do Rio Grande do Sul (RS). Métodos: Estudo transversal realizado entre escolares das Terras Indígenas do RS (N=3248). A aferição da altura (H) foi realizada segundo a OMS. Resistência (R) e reatância (Xc) foram obtidas por bioimpedância, sendo ajustadas por H. O ângulo de fase (AF) foi estimado pela fórmula: arc-tangente (Xc/R)*180/π. Os  valores médios (DP) das variáveis foram calculados de acordo com sexo e faixas etárias. Médias foram comparadas usando os testes t de Student e ANOVA (p <0,05). Resultados e Discussão: As proporções etárias (%) entre os avaliados foram: crianças (42,4), adolescentes (56,0) e adultos/idosos (1,6). Em geral, os valores de R e R/H foram maiores entre os mais jovens e no sexo feminino. Valores médios Xc e Xc/H variaram entre as faixas etárias e, em geral, valores menores de AF foram verificados entre mais jovens e do sexo feminino. Conclusões: Apesar das limitadas possibilidades de comparações, em termos gerais, as tendências de distribuição dos valores bioelétricos entre os Kaingáng confirmam achados de outras investigações. Este estudo é pioneiro na descrição de medidas bioelétricas de uma população indígena brasileira, e pretende servir de base para comparações com estudos futuros na área.

DOI: 10.12957/demetra.2015.16759

 


Palavras-chave


Avaliação Nutricional. Impedância Bioelétrica. Composição Corporal. Índios Sulamericanos. Saúde Indígena.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2015.16759

e-ISSN: 2238-913X


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