Quarto de despejo na Educação de Jovens e Adultos
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2025.93977Resumo
Este artigo analisa a leitura da obra autobiográfica Quarto de despejo por estudantes da Educação de Jovens e Adultos matriculados numa escola pública da rede municipal de Campinas-SP. A atividade foi fundamentada na teoria da leitura literária subjetiva, um campo dedicado a investigar o papel ativo do leitor real no encontro com a literatura. As concepções apresentadas por Carolina sobre literatura, escrita literária e ascensão social foram contrastadas com aquelas dos alunos, o que despertou interessantes discussões em sala de aula. A análise aqui descrita combina as impressões despertadas pela obra com observações do professor-pesquisador e respostas dos alunos a dois questionários sobre hábitos de leitura. Os resultados evidenciam tanto a valorização da escrita literária como possibilidade de ascensão social quanto tensões ligadas ao prestígio da norma-padrão, revelando contradições próprias do processo de escolarização tardia. O estudo pretende contribuir para a reflexão sobre o ensino de literatura na EJA, articulando teoria, prática docente e formação do leitor literário.
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