A natureza nas cantigas de amigo: funcionalidade poética e valores simbólicos.
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2025.93115Resumo
O presente artigo incide sobre a presença da natureza enquanto tema literário nas composições líricas medievais galego-portuguesas, particularmente nas cantigas de amigo. O estudo pretende analisar um corpus em que a natureza surge representada nos seus diferentes estados, como cenário e/ou paisagem ou como entidade personificada/humanizada. Daí se procura comentar a funcionalidade poética e os valores simbólicos que os diferentes elementos naturalistas têm como eixo temático estruturante na produção lírica dos primórdios da literatura portuguesa. Considerando que as investigações desenvolvidas sobre o tópico se circunscrevem a verbetes dicionarísticos ou a artigos científicos que ora se debruçam sobre um elemento da natureza em específico, ora não desenvolvem a hermenêutica simbólica de modo pertinente, o presente estudo propõe-se sistematizar um conjunto de perspetivas dispersas e aprofundar certas linhas interpretativas, proporcionando ao leitor moderno uma visão abrangente, mas devidamente fundamentada, da presença da natureza nas cantigas de amigo. A análise e reflexão desenvolvidas ao longo do artigo comprovam que a natureza é, por via dos seus diversos estados e elementos, um tópico de indiscutível relevância na literatura e na cultura portuguesas desde a remota fundação da nacionalidade.
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