O ensino das literaturas africanas como prática emancipadora para crianças e adolescentes no Brasil
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2025.92481Resumo
O artigo propõe, a partir de uma reflexão crítica sobre a universalização dos conhecimentos euro-ocidentais, um projeto de leituras de obras das literaturas africanas de língua portuguesas no ensino básico, como práticas emancipadoras do pensamento hegemônico dominante. Partindo da proposição freiriana de se confrontar a “educação bancária”, e utilizando uma metodologia bibliográfica fundamentada em autores pós-coloniais – como Walter Mignolo (2008;2018), Anibal Quijano (2005), Linda Hutcheon (1991), V.Y. Mudimbe (2013), dentre outros –, evidencia-se no artigo o quanto a predominância de epistemologias eurocêntricas, a marginalizar saberes de povos de culturas não ocidentais, enforma os conteúdos escolares de modo a menorizar ou estigmatizar os conhecimentos advindos da África. Objetiva-se, com o trabalho, uma proposta pedagógica para jovens estudantes brasileiros, proporcionando-lhes um conhecimento relevante para a formação cultural brasileira e um aporte para conexões de ancestralidade afrodescendente, historicamente rasuradas pela opressão colonialista. Fundamenta-se tal proposta como emancipadora, na medida em que o conhecimento das tradições africanas, tão presentes na pluralidade nacional, proporcione um reconhecimento mais amplo da realidade sócio-histórica e das identidades componentes da cultura brasileira.
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