Jogos otobiográficos: o nome próprio na poesia de Marcos Siscar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/soletras.2025.91963

Resumo

Neste estudo, discutimos alguns aspectos autobiográficos na poesia de Marcos Siscar, a partir da otobiografia, quase-conceito desenvolvido por Jacques Derrida, o qual propõe que nos textos há impreterivelmente a presença de traços que refletem a autoria. Nosso objetivo consiste em analisar um dos elementos otobiográficos, o nome próprio, em dois poemas de Siscar “Sabia?” (2003) e “A Picture with a tear and perhaps a smile” (2015), uma vez que em tais poemas seria possível discutir rastros que representariam índices otobiográficos e ficcionais, e que não haveria uma linha tênue que delimite o que é real e o que é ficcional; isto é, a relação entre esses elementos é dinâmica e instável, como pressupõe o pensamento de Derrida a esse respeito. Para isso, recorreremos especialmente aos livros Otobiografias (2021), Salvo o nome (1995) e Jacques Derrida (1991). Com essa análise, constatamos que a utilização desse traço autobiográfico representa uma proposta estética para as obras literárias de Marcos Siscar.  A presença do “nome próprio” promove um jogo de significados no que se refere à relação entre o eu-lírico e o autor. 

Biografia do Autor

Elaine Cristina Cintra, UFPB/UFU

Professora associada do Departamento de Letras do Centro de Ciências Aplicadas e Educação, Universidade Federal da Paraíba.

Docente permanente do PPGL-UFPB

Docente colaboradora do PPLET-UFU

Doutora em Teoria Literária

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Publicado

2025-12-20

Como Citar

CINTRA, Elaine Cristina; OLIVEIRA, Maria Eduarda Cesar de. Jogos otobiográficos: o nome próprio na poesia de Marcos Siscar. SOLETRAS, Rio de Janeiro, Brasil, n. 53, 2025. DOI: 10.12957/soletras.2025.91963. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/soletras/article/view/91963. Acesso em: 7 abr. 2026.