FÁBULAS DE OUTONO UMA LEITURA DE CORTEJO EM ABRIL, DE ZULMIRA TAVARES

Autores

  • Maria Aparecida Rodrigues Fontes UERJ/UFRJ

Resumo

Antes da Revolução Francesa a historiografia era vista comoarte literária, mais precisamente como uma arte da retórica. Os teóricosdo século XVIII, como Bayle, Voltaire e De Mably, apesar deestabelecerem rígidas distinções entre “fato” e “fantasia”, admitiam ainevitabilidade da utilização dos recursos técnicos da ficção na representaçãodos eventos reais na forma de discurso histórico. Reconheciam,entretanto, que a sua representação não podia dispensar odispositivo técnico que compõe o discurso ficcional. Muitos trabalhosdesse período foram escritos, conseqüentemente, para distinguirentre os estudos da História, de um lado, e a escrita da História, deoutro. E o que marcava essa distinção eram os conceitos de “verdade”e “erro”, o que não impedia que o relato sobre a verdade se apresentassena forma de relato ficcional, a partir da utilização de técnicasficcionais, tais como os mecanismos da retórica, figuras de linguagem,esquemas de palavras e os recursos da poética. A “verdade”,nesse momento, não se reduzia ao fato.

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Como Citar

FONTES, Maria Aparecida Rodrigues. FÁBULAS DE OUTONO UMA LEITURA DE CORTEJO EM ABRIL, DE ZULMIRA TAVARES. SOLETRAS, Rio de Janeiro, Brasil, n. 1, p. 56–72, 2012. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/soletras/article/view/4399. Acesso em: 27 mar. 2026.

Edição

Seção

Artigos Originais