Nomeação, criação e linguagem em A hora da estrela, de Clarice Lispector: reflexões sobre o lugar de Deus no paradigma da linguagem
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2013.9351Parole chiave:
Nomeação. Criação. Linguagem. A hora da estrela. Cosmogonias.Abstract
Este texto discute que o “lugar de Deus”, no sentido de uma especulação sobre alinguagem, é um paradigma de ressonância judaica, que recebe especial atenção em A hora da estrela (último romance publicado em vida por Clarice Lispector, em 1977). Inicialmente,neste paradigma, transparece o ato de nomeação (e de criação, tanto discutida por Rodrigo S.M, o narrador interposto pela autora) de dois personagens centrais da obra: Macabéa e Olímpico de Jesus. Em segundo lugar, por meio deste ato, a narrativa de A hora da estrela articula três tradições culturais e religiosas: a grega, a judaica e a católico-cristã, memóriasque Lispector interconecta para melhor trabalhar, tanto sua própria concepção da linguagem como metamorfose e cena fulgor quanto a do ato narrativo como um ato de criação e não de reprodução. Finalmente, utilizando-se desta estratégia, A hora da estrela dinamiza um debate acerca das relações entre o ato de nomear e de criação, no qual ressoa a questão da autoria eda divindade, restituindo à linguagem uma força capaz de promover interpretações sobre acriação do mundo e dos homens, como nas cosmogonias remotas do mundo grego e de outras culturas da antiguidade.
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