Inquietações sobre o discurso da happycracia e da censura na Literatura Infantil e Juvenil contemporânea
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2024.85482Palabras clave:
Happycracia, Literatura Infantil e Juvenil, Discurso, CensuraResumen
Neste trabalho, empreendemos reflexões sobre a relação do conceito de happycracia (Cabanas; Illouz, 2022), como discurso que idealiza a felicidade e o pensamento positivo, e alguns acontecimentos contemporâneos de ataque e censura a obras e autores da Literatura Infantil e Juvenil. Argumentamos que esse discurso é atravessado pela racionalidade neoliberal, que responsabiliza o indivíduo por seu bem-estar social, emocional e econômico, posicionando-o como mero consumidor. Diante disso, propomos que a literatura, o seu ensino e as práticas de mediação de leitura se deem por meio de experiências estética e ética de resistência, capazes de promover, na formação de crianças e jovens, (des)encontros com o múltiplo, o polifônico e o dissenso, que visibilizem e legitimem subjetividades e narrativas outras para a vida social, por meio de uma educação linguística crítica que questione justificativas ideológicas moralistas e coloniais. Para tanto, propomos uma formação política de professores-mediadores que promovam uma curadoria crítica em função de práticas que se distanciem de um discurso colonial e excludente, autorreferencial para o bem-estar e para a felicidade do eu a qualquer custo, mas que proponham a experiência com diversas linguagens literárias e com temas diversos e sensíveis presentes nas relações sociais compartilhadas.
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