Sobre a palavra-amor e a interseccionalidade
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2025.87624Palavras-chave:
Conceição Evaristo, amor, Interseccionalidade, conto, bell hooksResumo
O artigo examina a abordagem metodológica da interseccionalidade (AKOTIRENE, 2022; HILL COLLINS; BILGE, 2021; HILL COLLINS, 2022) na análise de obras literárias amefricanas de autoria feminina, destacando uma crítica à fixação das personagens e autorias negras em narrativas de violência e resistência. O problema central abordado é a tendência de considerar as mulheres negras exclusivamente como sujeitas reativas, cujas identidades e histórias são definidas pela interseção de opressões, o que resulta em um processo de violência epistêmica. O objetivo do texto é propor uma mudança metodológica que valorize as múltiplas formas de agência dessas sujeitas, indo além do trinômio dor-resistência-denúncia, frequentemente utilizado nas análises de nossa comunidade científica. O artigo advoga que essa perspectiva limitada desumaniza e invisibiliza as diversas formas de estar-no-mundo dessas personagens e autorias, relegando-as a um espaço de revitimização. Como resultado, o estudo sugere uma abordagem que contemple a complexidade da experiência negra, reconhecendo suas estratégias de bem-viver, criação de redes afetivas e agência criativa, contribuindo para uma compreensão mais ampla e profunda das narrativas amefricanas que transcenda a violência. Tal tal procedemos ao exame da contística de Conceição Evaristo (2016a; 2016b; 2016c; 2016d; 2018; 2023), utilizando o amor (HOOKS, 2010) como categoria analítica.
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