As obras literárias nos vestibulares e a construção curricular – o caso FUVEST
Resumo
O objetivo deste trabalho é investigar como as avaliações dos vestibulares podem ser entendidas como agentes de transformação do currículo escolar do Ensino Médio. Como foco de investigação iremos nos deter no vestibular da Fuvest com a sua seleção atual por obras literárias escritas somente por autoras, sejam brasileiras sejam estrangeiras. A escolha por esta banca se deu pela quantidade de obras que elege por ano e pelo impacto social e político que as Universidades sob a tutela deste vestibular têm (como é o caso da USP). Nossa metodologia foi uma análise documental dos principais pontos do edital da Fuvest a partir de uma abordagem histórico-comparativa, a fim de engendrar uma crítica das motivações e dos resultados inerentes à lista de livros para o vestibular. Dentro disso, devemos ver tal escolha à luz de pelo menos quatro dimensões, atravessadas pelo gênero, pelo social, pelo literário e pelo currículo.
Referências
BUENO, W. Imagens de controle: um conceito do pensamento de Patricia Hill Collins. Rio Grande do Sul: Zouk, 2020.
CALVINO, Ítalo. Por que ler os clássicos; tradução Nilson Moulin. São Paulo: Companhia das Letras, 1993. p. 11.
DALVI, Maria Amélia; SCHWARTZ, Cleonara Maria; TRAGINO, Arnon. A literatura no vestibular: traços de seu histórico e olhares recentes. Via Atlântica, São Paulo, n°. 28, 215-230, Dez/2015.
LOPES, Alice Casimiro; MACEDO, Elizabeth. Currículo: debates contemporâneos. São Paulo: Cortez, 2011.
MACEDO, Elizabeth. Mas a escola não tem que ensinar? Currículo sem Fronteiras, v. 17, n. 3, p. 539-554, set./dez. 2017.
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