O estágio supervisionado como espaço afetivo-político na formação inicial de professores de língua inglesa
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2026.95975Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar como as emoções narradas por duas professoras de língua inglesa em formação inicial evidenciam tensões, possibilidades e práticas de resistência no processo de formação docente. Partimos de uma perspectiva sociocultural que compreende as emoções como fenômenos multidimensionais, atuando simultaneamente nos níveis biológico e social. Os dados foram gerados por meio de um grupo focal, da elaboração de narrativas visuais e de sessões de verbalização dessas narrativas. A análise seguiu os pressupostos da análise de conteúdo. Os resultados indicam que emoções como esperança e insegurança não apenas atravessam o processo de formação inicial, mas operam como afetos políticos que orientam leituras da realidade, tomadas de decisão pedagógicas e modos de posicionamento docente. Esses achados reforçam a centralidade das emoções na formação inicial de professores de línguas, especialmente no que se refere à construção das identidades docentes, às decisões pedagógicas e às possibilidades de resistência frente a discursos e práticas hegemônicas no campo educacional.
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