Editorial
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.97019Resumo
O ano de 2026 inicia, para Teias, com a boa notícia de que somos A1, segundo a avaliação do Qualis Periódicos, referente ao quadriênio 2021-2024. Essa conquista é fruto do trabalho de uma equipe comprometida técnica, acadêmica, ética e politicamente com a publicação de textos igualmente atentos à realidade social e à humanidade. Entendemos essa notícia não apenas como resultado do cumprimento das exigências formais das métricas avaliativas, cada vez mais rigorosas, mas a recebemos com a satisfação de que isso também se deve ao contínuo trabalho de construção de um canal de produção e publicização orientado por esses mesmos princípios. A pesquisadora Marielle Macé convoca em seu livro “Siderar, considerar: migrantes, formas de vida” (2018) a ira, como sentimento que nos mobiliza de verdade a levar em consideração a vida na sua plenitude – composta de beleza, poesia, mas também de precariedade e descompassos. Do ponto de vista político (e humano), a ira não pode ser acionada apenas pelas nossas conveniências e interesses privados, mas deve nos conduzir a um “nós”, instituído por uma causa, uma luta, uma tarefa, “[...] um horizonte de uma vida comum passível de ser compartilhada” (Moraes, 2018, p. 9). Para isso, diz Macé (2018, p. 46): “é preciso evidentemente ver, ver, ver, em toda parte, o sofrimento, a dor, as tensões, porque eles estão em toda parte; mas é preciso também reconhecer as vidas aqui vivas e vividas”. Ira, comprometimento e consideração são tomados, pela autora, como a gramática que deve guiar nosso caminhar pelo mundo, como aquela que nos leva a compadecermo-nos com os sofrimentos, a sair de si e também a estar atentos às nossas realizações e “esperanças desmedidas”.
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