As temáticas dos gêneros e sexualidades em um curso de formação de professores de geografia:
a importância da intencionalidade de se debater essas questões nos cursos de licenciaturas e nas escolas
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93462Palavras-chave:
gêneros, sexualidades, geografia, formação de professores, intencionalidadesResumo
O texto examina como questões de gênero e sexualidade são abordadas — ou silenciadas — no curso de licenciatura em Geografia de uma universidade pública do Rio de Janeiro. A partir da metodologia “nos/dos/com os cotidianos”, a pesquisa analisa o Projeto Político-Pedagógico (PPP) e as práticas docentes, revelando que esses temas permanecem, em grande parte, restritos ao “currículo oculto”. Embora existam docentes engajados e iniciativas isoladas, falta uma intencionalidade institucional que inclua tais discussões de modo explícito e contínuo na formação inicial. O conceito de intencionalidade, apoiado na fenomenologia de Husserl, é utilizado para mostrar como decisões curriculares expressam disputas, consensos e silenciamentos, evidenciando quais vozes são reconhecidas ou excluídas. As entrevistas indicam que a ausência dessas temáticas resulta tanto da falta de envolvimento quanto de resistências políticas e culturais, muitas vezes associadas a perspectivas conservadoras e religiosas. O texto sustenta a necessidade de que o PPP inclua de forma deliberada não apenas debates sobre gênero e sexualidade, mas também a defesa da laicidade do Estado como princípio pedagógico, garantindo pluralidade, direitos humanos e enfrentamento das desigualdades. Assim, argumenta que omissões curriculares não são neutras, mas escolhas que podem reforçar preconceitos e exclusões. Por fim, propõe que universidades e escolas assumam a responsabilidade ética e política de promover uma educação democrática, inclusiva e comprometida com a dignidade de todas as pessoas.
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