“Não se pode tratar o currículo como algo dogmático":
desobediências curriculares
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.93340Palavras-chave:
desobediência, diferença, escola, currículoResumo
O artigo tem por objetivo mostrar que, em muitos momentos, no fazer pedagógico, os/as professores/as desobedecem ao currículo escolar e que, ao fazerem isso, estão considerando a realidade da escola onde atuam e a singularidade dos/as alunos/as; estão construindo um currículo na relação com todos aqueles que lá estão, potencializando várias novas maneiras de ser. A análise é fruto de pesquisa em que se utilizou entrevista semiestruturada com professores/as de uma escola pública estadual. A análise dos enunciados dos/as professores/as aproxima-se da perspectiva pós-estruturalista e apresenta, primeiramente, contribuições de teóricos como Frédéric Gros, Michel Foucault, Suely Rolnik, Gilles Deleuze e Hannah Arendt, entre outros, para a reflexão/compreensão sobre como, na desobediência/insurgência/revolta contra certas condições históricas, criamos a nós mesmos e as nossas vidas e abrimos possibilidades de condições históricas diferentes. Em um segundo momento, por meio da análise das entrevistas dos/as professores/as, mostramos que, ao desobedecerem ao currículo, eles/as estão potencializando a diferença presente na escola e provocando transformações subjetivas e objetivas que acarretarão formas diferentes de estar no mundo e de relacionar-se com ele, com eles/as mesmos/as e com os outros.
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