Os ventos do Norte não movem moinhos:
decolonialidade, currículos e o ensino da língua inglesa
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.92992Palavras-chave:
currículos, decolonialidade, necropolíticaResumo
Este artigo explora as criações curriculares cotidianas de professoras e professores de inglês, como forma de combater a lógica necropolítica da modernidade/colonialidade. Tal lógica se manifesta no fascismo contemporâneo, por meio do disciplinamento de corpos e saberes, perpetuando o ódio, a invisibilização de existências e cosmovisões, e a disseminação de histórias únicas sobre as pessoas e o mundo. A pesquisa narrativa é assumida, como abordagem política, estética e, eticamente, engajada, tecendo-se, no pesquisar com o outro, para ressignificar experiências singulares-sociais e valorizar a potência presente em cada fazer-pensar docente. Defende-se que os currículos não são territórios neutros, mas sim campos de disputa que refletem as escolhas dos praticantes-pensantes da escola. Ao analisar as marcas da colonialidade do ser, do saber e do poder, no ensino da língua inglesa, este trabalho aponta, a partir das colaborações com as professoras e professores, outros caminhos tecidos, coletiva e cotidianamente, em favor de uma educação emancipatória, libertadora, fraterna, democrática e justa.
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