Sob o rastro dos signos, as experiências (des)ordenam-se:
diálogos entre história e semiótica
DOI:
https://doi.org/10.12957/teias.2026.86734Palavras-chave:
método historiográfico, semiótica, virada linguística, cultura visualResumo
Este artigo interpela o campo da história em interface com a semiótica, esta enquanto ciência geral dos signos (Peirce, 2005; Santaella, Nöth, 2015). Objetiva-se examinar alguns tópicos teórico-metodológicos de ambas as ciências, para traçar aproximações que locupletam o ofício dos historiadores ante desafios de pesquisa, os quais interferem na maneira de pensar e fazer história no tempo vigente. O método historiográfico da ciência histórica ganhou novos contornos com a virada linguística no último quartel do século anterior (Ankersmit, 2012). Diante disso, uma preocupação muito nítida com a potência heurística das linguagens rendeu um vasto repertório conceitual aos historiadores no tratamento metodológico das fontes históricas. Posto assim, o ensaio aqui proposto serve-se desse contexto no qual a linguagem continua reverberando enquanto fenômeno epistêmico e social que cada vez mais exige outros aportes na maneira de pesquisar e escrever história. Metodologicamente, acosta-se em estudo bibliográfico, à luz de pressupostos teórico-conceituais pertinentes ao método historiográfico e ao signo enquanto categoria semiológica útil à investigação. Busca-se questionar qual a relevância da semiótica no método historiográfico de esquadrinhar suas fontes, e também como tangenciar tal relação no exame de documentos visuais. Assim, uma postura semiótica no enfrentamento da cultura visual pode render ao campo historiográfico um método crítico e comprometido continuamente com o aprimoramento do ofício e do conhecimento dele derivado. Constata-se a necessidade categórica de assumir as imagens como fonte metodológica e problema teórico-semiótico, correspondidas por heurísticas capazes de tratá-las como evidencia testemunhal histórica e objeto condensado de memórias historicamente dialéticas.
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