EDUCAÇÃO, TIKTOK E JUVENTUDES: NARRATIVAS SOBRE MISOGINIA E CYBERBULLYING A PARTIR DA SÉRIE ADOLESCÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.12957/redoc.2026.94283Abstract
A popularização do TikTok como plataforma amplamente consumida por adolescentes evidencia sua relevância para além do entretenimento, funcionando como espaço de socialização marcado por narrativas que podem reforçar formas de violência e discriminação. O presente estudo tem como objetivo discutir de que maneira a comunicação mediada pelo TikTok contribui para a reprodução de práticas de misoginia e cyberbullying, em diálogo com as narrativas da série britânica Adolescência, buscando evidenciar seus impactos educacionais e formativos. A pesquisa adota abordagem qualitativa, exploratória e analítica, centrada na análise de conteúdo (Bardin, 2011) da série Adolescência, articulada a revisão bibliográfica e documental. Foram mobilizados autores de estudos sobre cultura digital, plataformização e educação midiática. As análises foram organizadas em três categorias: (a) representações de misoginia, (b) práticas de cyberbullying e (c) mediação tecnológica nas relações juvenis, ilustradas por exemplos de perfis de influenciadores no TikTok. Os resultados indicam que, tanto na série quanto na plataforma, práticas de hostilidade contra mulheres e discursos de ódio são naturalizados e frequentemente disfarçados de humor, entretenimento ou autoajuda. Conteúdos simplificados funcionam como mecanismos de normalização da misoginia e silenciamento simbólico. Conclui-se que essas dinâmicas, ao influenciar a formação identitária juvenil, reforçam a necessidade de estratégias de educação midiática crítica capazes de problematizar os efeitos da cultura digital na socialização e no convívio escolar.
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