“O QUE EU VEJO É QUE HÁ UM PROBLEMA NA ESCOLA”
PERCEPÇÃO DE DOCENTES SOBRE OS ATRAVESSAMENTOS DE GÊNERO E SEXUALIDADE NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS
DOI:
https://doi.org/10.12957/redoc.2025.90734Resumo
A pesquisa recentemente concluída investigou o atravessamento dos marcadores de gênero e sexualidade na prática pedagógica de docentes. Para isso, foram realizadas seis conversas no Google Meet com professoras de diferentes escolas da cidade do Rio de Janeiro (RJ). As conversas foram transcritas e o foco analítico recaiu sobre duas categorias nomeadas de a) Desafios institucionais engendrados pelos marcadores de gênero e sexualidade e b) Práticas pedagógicas no enfrentamento às normas tradicionais de gênero. A pesquisa se fundamenta principalmente nos conceitos de gênero e heteronormatividade em Butler (2014, 2017, 2024). Adotamos a cartografia online como método de pesquisa (CARVALHO; POCAHY, 2023), entendida aqui como uma estratégia dinâmica e interativa para investigar e conhecer as práticas pedagógicas das professoras em seus espaços de trabalho. A conversa como procedimento metodológico buscou fomentar uma relação colaborativa e horizontal com as participantes (COUTO JUNIOR; FERREIRA; OSWALD, 2017), permitindo um aprofundamento nas experiências vividas pelas docentes e uma reflexão mais rica sobre as práticas educacionais e os desafios cotidianos enfrentados por elas no que diz respeito às questões de gênero e sexualidade. Os resultados da pesquisa de campo indicam que, apesar dos esforços das docentes, os atravessamentos de gênero e sexualidade ainda representam desafios significativos, muitas vezes reforçados por estruturas institucionais que dificultam práticas pedagógicas capazes de questionar normas sociais heterocentradas. Nos apontamentos finais, concordamos com uma das docentes da pesquisa quando diz que “há um problema na escola” que pode ser enfrentado buscando brechas para continuar desestabilizando os pilares que sustentam o regime heterocentrado.
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