Práticas docentes na cibercultura e o esperançar de professoras na pandemia: possibilidades educativas para tornar o inédito, viável

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/redoc.2021.60120

Palavras-chave:

Cibercultura, Educação Online, Paulo Freire, Práticas Educativas

Resumo

Este artigo trará experiências formacionais e pedagógicas de professoras-pesquisadoras na pandemia que, apesar de suas diferentes atuações, encontram-se no desenvolver de suas pesquisas dentro cenário da pandemia da COVID-19, buscando criar ‘sentidossignificações’ outros com seus ‘praticantespensantes’ nesse processo. Vivendo em uma cultura contemporânea mediada pelas tecnologias digitais em rede - a cibercultura - e sua relação com a cidade e o ciberespaço, compreendemos a importância das práticas educativas no contexto de uma educação online e nas implicações que nos movem e se movem durante as práticas de ‘aprendizagemensino’ e as experiências vividas dentro das instituições de ensino. Entendendo as contribuições de Paulo Freire, no que tange ao 'inédito viável’ e as rupturas com uma educação bancária, para dar espaço a uma educação libertadora, trazemos nossas práticas com alunos de graduação do curso de Pedagogia da UERJ e alunos do Ensino Fundamental I de uma escola pública localizada no Complexo da Maré - RJ, entrelaçando nossas pesquisas no sentido de nos movimentarmos em direção a uma maneira de ‘fazerpensar’ nossas práticas educativas de forma humanizada, sensível, empática e distante da dicotomia aluno-professor.

Biografia do Autor

Ana Clara São Thiago, Programa de Pós Graduação em Educação, Comunicação e Cultura (PPECC/FEBF)

Ana Clara São Thiago é professora dos anos iniciais na Rede pública do Rio de Janeiro, no Complexo da Maré; mestranda em Educação, Cultura e Comunicação (FEBF/UERJ); integrante do grupo de pesquisa ‘Sociabilidades, Educação e Cibercultura’ (SoCib).

Karolyne Neves da Silva, Programa de Pós Graduação em Educação, Comunicação e Cultura (PPECC/FEBF)

Karolyne Neves da Silva é Mestranda do Programa de Pós Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas (FEBF/UERJ). Atuante na linha de pesquisa Educação, Comunicação e Cultura, e integrante do Grupo de Pesquisa ‘Sociabilidades, Educação e Cibercultura’ (SoCib).

Luciana Velloso, Professora do Programa de Pós Graduação em Educação, Comunicação e Cultura (PPECC/FEBF) e da Faculdade de Educação do Departamento de Ciências Sociais e Educação da UERJ (Maracanã).

Luciana Velloso é professora Adjunta no Departamento de Ciências Sociais e Educação (DCSE) da Faculdade de Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Também atua como docente do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação (PPGECC) da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF/UERJ) em Duque de Caxias. Líder do Grupo de Pesquisa "Sociabilidades, Cibercultura e Educação" (SoCib). Graduou-se em Pedagogia e História pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e em Ciências Sociais pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Concluiu o Mestrado em Educação no Programa de Pós-Graduação em Educação (Proped/UERJ) em 2010, e o Doutorado em Educação no mesmo Programa, em 2014. Tem experiência na área de Educação e Pesquisa, com ênfase em Tópicos Específicos de Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: Estudos Sociológicos e Antropológicos em sua interface com a Educação, Ensino-Aprendizagem, Currículo, Educação e Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação, Novas Sociabilidades em sua relação com o uso de Tecnologias, Cultura e Consumo e sua relação com a Educação e Estudos Culturais.

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Publicado

2021-10-13

Como Citar

THIAGO, Ana Clara São; DA SILVA, Karolyne Neves; VELLOSO, Luciana. Práticas docentes na cibercultura e o esperançar de professoras na pandemia: possibilidades educativas para tornar o inédito, viável. Revista Docência e Cibercultura, [S. l.], v. 5, n. 3, p. 151–174, 2021. DOI: 10.12957/redoc.2021.60120. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/re-doc/article/view/60120. Acesso em: 18 jun. 2024.

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