(D) ESCOLAR

Bruno Costa Lima Rossato, Vinicius Reis Leite

Resumo


Afinal, para que serve a escola? De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, um dos princípios básicos da educação é: " A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social." (artigo 1, inciso 2). Em um aspecto tão sútil vemos que o texto dá destaque ao mundo do trabalho para depois mencionar a prática social. Neste caso, podemos pensar que a vivência na escola se resume a isso, formatar os sujeitos, seus corpos, suas formas de existências para o mundo do trabalho?

Trazendo como fio condutor essa questão, a profissão, buscamos como proposta DESCOLAR as variadas formas de existir na escola, especificando as relações do corpo, do gênero e sexualidade. Tencionamos com este documentário os sentimentos e experiências que transitam em nossas memórias do período escolar, trazendo como eixo central para essa problematização as múltiplas variantes das formas de vida que habitam o mundo. Assim, a vida invade escola; a escola invade a vida, as memórias, as nossas experiências, experiências essas que constitui o sujeito.

Diante dessas questões que levantamos, Louro (2008) nos diz que: "As proposições e os contornos delineados por essas múltiplas instâncias nem sempre são coerentes ou igualmente autorizados, mas estão, inegavelmente, espalhados por toda a parte e acabam por constituir-se como potentes pedagogias culturais [...] Aprendemos a viver o gênero e a sexualidade na cultura, através dos discursos repetidos da mídia, da igreja, da ciência e das leis e também, contemporaneamente, através dos discursos dos movimentos sociais e dos múltiplos dispositivos tecnológicos."


Palavras-chave


Docência; Gênero e Sexualidade; Audiovisualidades.

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. LDB – Lei de Diretrizes e Bases da Educacional. Lei 9394/96 BRASIL.

BUTLER, Judith. Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto?. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2018.

DELEUZE, Gilles. A imagem-tempo. São Paulo: Brasiliense, 1985.

LOURO, Guacira. Gênero e sexualidade: pedagogias contemporâneas. 2008. Disponível em: . Acesso em: 1 jun. 2015.

LOURO, Guacira. Pedagogias da Sexualidade. In Guacira Lopes Louro (org.), O Corpo Educado. 3a ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2013. p. 21-23.

ONU. Em dia internacional, ONU ressalta que educação é essencial para combater intolerância e discurso de ódio. Disponível em: < https://nacoesunidas.org/em-dia-internacional-onu-ressalta-que-educacao-e-essencial-para-combater-intolerancia-e-discurso-de-odio/ >. Acesso em: 6 abr. 2020.

PRECIADO, Beatriz. Manifesto Contrassexual: práticas subversivas de identidade sexual. São Paulo: n-1 Edições, 2014.

SCOTT, Joan Wallach. Gênero: uma categoria útil de análise histórica. Educação e Realidade, Porto Alegre, v. 20, n. 2, p. 71-99, jul./dez. 1995. Disponível em: . Acesso em: 8 jun. 2015.

SOARES, Conceição. Pesquisas com os Cotidianos: devir-filosofia e devir-arte na ciência. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 38, n. 3, p. 731-745, jul./set. 2013.




DOI: https://doi.org/10.12957/redoc.2020.48960

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Indexadores:

           


Índice de citação de artigos:


Visualizações:

 


Licença:

  Esta obra está licenciada com uma Licença  Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.