governmentality, necropolitics, black childhood and education of the face

divino josé da silva, jonas rangel de almeida, pedro angelo pagni

Abstract


In this article, we seek to discuss the recurrence of racism and prejudice toward black lives and childhoods, in spite of repeated initiatives to overcome it by social and educational policy-makers. Following the investigations launched by Michel Foucault on the biopower hypothesis, we revisit some of his interpreters, with the objective of discussing the challenges posed by racism to pedagogical provisions for black children and—following on a concept offered by Emmanuel Levinas--an education of the Face (el Rostro), as a weapon in the political field of struggle against the thanatological dimension of biopolitics. To do so, we retrace some scenes from the history of inclusion devices – especially those policies aimed at black populations. We reflect on the racism embedded in our historical unconscious and discuss how it affects the education of the black Face in our country. We problematize the peculiarities of Brazilian racial prejudice and explore its necropolitical positioning when it comes to the governance of black childhoods. We conclude that the current form of governmentality and education needs a movement of de-rostification—deconstuction of the black Face--in order to identify a future for black children that makes it possible to rise up against the hegemonic order of the white-male-heterosexual-christian-European, and to create processes of subjectivation that can build solidarity with the multiplicity of others-becoming-minoritarian.


Keywords


black childhoods; governmentality; necropolitics; becoming-minority; education of the face.

References


AGAMBEN, G. Identidade sem pessoa. In: AGAMBEN, G. Nudez. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.

AZEVEDO, J. F. P. Eu, um crioulo. Série Pandemia. São Paulo: N-1 Edições, fev. 2018.

BRASIL. Programa Ética e Cidadania: construindo valores na escola e na sociedade: relações étnico-raciais e de gênero – módulo 1: Ética. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007.

BROWN. W. Nas ruínas do neoliberalismo: a ascensão da política antidemocrática no Ocidente. São Paulo: Editora Filosófica Politeia, 2019.

BUTLER, J. Relatar a si mesmo: crítica da violência ética. Belo Horizonte: Autêntica, 2015.

BUTLER, J. Quadros de guerra: quando a vida é passível de luto? 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2017.

BUTLER, J. Vida precária: os poderes do luto e da violência. Belo Horizonte: Autêntica, 2019.

CHAMAYOU, G. A sociedade ingovernável: uma genealogia do liberalismo autoritário. São Paulo: Ubu, 2020.

COSTA, S.; WERLE, D. L. Reconhecer as diferenças: liberais, comunitaristas e as relações raciais no Brasil. Novos Estudos, n. 49, p. 169-171, nov. 1997.

DARDOT, P.; LAVAL, C. A Nova Razão do Mundo: ensaio sobre a Sociedade Neoliberal. São Paulo: Boitempo, 2016.

DEISTER, J. Mês das crianças: 24 crianças e adolescentes mortos em ações policiais no Rio em 2019. Disponível em: https://www.brasildefatorj.com.br/2019/10/16/mes-das-criancas-24-criancas-e-adolescentes-mortos-em-acoes-policiais-no-rio-em-2019. Acesso em: 11 nov. 2020.

DELEUZE, G. Crítica e Clínica. São Paulo: Editora 34, 1997.

DELEUZE, G.; GUATTARI, F. Mil Platôs: capitalismo e esquizofrenia. São Paulo: Editora 34, 2004.

DIAS, G. R. M.; TAVARES JÚNIOR, P. R. F. (org.). Heteroidentificação e cotas raciais: dúvidas, metodologias e procedimentos. Canoas: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul – IFRS, Campus de Canoas, 2018.

ESPOSITO, R. Bios: biopolítica e filosofia. Lisboa, Portugal: Edições 70, 2010.

FOUCAULT, M. História da sexualidade: a vontade de saber. 1. ed. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

FOUCAULT, M. Em defesa da sociedade: curso do Collège de France (1975/1976). São Paulo: Martins Fontes, 1999.

FOUCAULT, M. Os anormais: curso no Collège de France (1974-1975). 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2010.

FRENETTE, M. Preto e branco: a importância da cor da pele. São Paulo: Publisher Brasil, 2000.

GIL, J. Caos e ritmo. Lisboa: Relógio D’Água, 2018.

GILROY, P. Entre campos: nações, cultura e fascínio da raça. São Paulo: Annablume, 2007.

LAZZARATO, M. Fascismo ou revolução? O neoliberalismo em chave estratégica. São Paulo: N-1 Edições, 2019.

LOPES, J. C. S. Os mecanismos de naturalização do racismo e do sexismo em meninas negras: memórias de assistentes sociais negras catrumanas. Dissertação (mestrado) - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Departamento de Serviço Social, 118f, 2013a.

LOPES, Jussara de Cássia. “À flor da pele”: memórias do racismo e do sexismo na infância e na adolescência de assistentes sociais negras catrumanas. Libertas: Revista da Faculdade de Serviço Social de Juiz de Fora, v. 13, n. 1, p. 161 - 192, jan./jun. 2013b.

MBEMBE, A. Crítica da razão negra. Lisboa, Portugal: Antígona, 2014.

NOGUEIRA, O. Preconceito racial de marca e preconceito racial de origem: sugestão de um quadro de referência para a interpretação do material sobre relações raciais no Brasil. São Paulo, Revista Tempo Social, 19(1), 287-308, 2006.

PEIXOTO, J. F. A. Eu, um crioulo. São Paulo: N-1 Edições, 2018.

PELBART, Peter Pál. O devir-negro do mundo. Revista CULT, n. 240, nov. 2018.

PELBART, Peter Pál. Ensaios do assombro. São Paulo: N-1 Edições, 2019.

RABINOW, P. Antropologia da razão. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.




DOI: https://doi.org/10.12957/childphilo.2021.56149

Refbacks

  • There are currently no refbacks.


childhood & philosophy Creative Commons License
e-issn 1984-5987 | p-issn 2525-5061