a escrita escolar e o seu potencial enquanto mecanismo de produção de modos de ser
DOI:
https://doi.org/10.12957/childphilo.2025.93144Palabras clave:
escritura, lectura, subjetividad, prácticas docentesResumen
El presente artículo busca desarrollar una reflexión en torno a la enseñanza de la lectura y la escritura, considerándola como un espacio privilegiado para la producción de subjetividades, de modos de ser, en la escuela, dentro del contexto portugués.
Partiendo de la premisa de que el aprendizaje de la lectura y la escritura no se agota en la adquisición de estas competencias como prácticas meramente técnicas o funcionales, el texto propone un análisis que reconoce la escritura como un mecanismo normativo y performativo, profundamente implicado en la construcción de identidades, entrelazando, en una afección bilateral, la identidad del escritor con la de sus escritos. La escuela es comprendida, en este marco teórico, como una institución subjetivadora que, a través de discursos pedagógicos y científicos, establece y, se argumenta, impone categorías sobre lo que significa ser niño, alumno y, en consecuencia, futuro adulto normal. Así, y desde una perspectiva foucaultiana, el texto sostiene que los modos de enseñanza de la lectura y la escritura implementados en las escuelas operan como mecanismos de gobierno de la conducta, moldeando formas de relacionarse con el saber, de pensar, de estar, de ser. El presente texto busca, por tanto, explorar la relación entre la subjetivación, la escuela y la escritura, creando una base conceptual y teórica que interconecta estas dimensiones y argumentando la posibilidad futura de ampliar la comprensión de las prácticas de enseñanza de la escritura hacia una noción más profunda y detallada de los procesos específicos de subjetivación que las atraviesan.
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