“A moça tecelã”, de Marina Colasanti: mitos, silêncio e o feminino no conto de fadas contemporâneo
DOI:
https://doi.org/10.12957/soletras.2025.92032Palavras-chave:
Conto de fadas, A moça tecelã, Marina Colasanti, Jornada da heroína, Mitos femininosResumo
O presente trabalho analisa o conto de fadas contemporâneo, intitulado “A moça tecelã”, de Marina Colasanti (2006), refletindo sobre o texto e sua escrita voltada para o feminino, sustentada pelas metáforas propostas pela escritora. Nessa perspectiva, emergem na análise narrativas advindas da tradição oral, vinculadas à mitologia grega, que tomam corpo nas personagens de Aracne, Filomela e das Moiras/Parcas, bem como em textos fundadores, como Odisseia, de Homero, e a personagem Penélope, e Metamorfoses, de Ovídio, que reconta o episódio mítico de Filomela e de sua irmã Procne. Para estudo do texto, oferecerão o aporte teórico necessário: sobre teoria da literatura, construção polifônica, dialogismo e intertextualidade, Bakhtin (2013), Brik (2013), Candido (2011), Kristeva (2012), Samoyault (2008) e Todorov (2012); sobre os contos de fadas, jornada da heroína e escrita feminina, Jolles (1976), Murdock (2022), Tatar (2022), Valenzuela (2022; 2024), entre outros. Textos e entrevistas da própria Marina Colasanti contribuirão para a sustentação das proposições decorrentes da análise textual.
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Licença
A aprovação dos artigos implica a cessão imediata e sem ônus dos direitos de publicação nesta revista. O(s) autor(es) autoriza(m) ao Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística (PPLIN) a reproduzi-lo e publicá-lo na revista SOLETRAS, entendendo-se os termos “reprodução” e “publicação” conforme definição do artigo 5° da Lei 9610/98. O(s) autor(es) continuará(rão) a ter os direitos autorais para publicações posteriores. O artigo poderá ser acessado pela rede mundial de computadores (http://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/soletras), sendo permitidas, a título gratuito, a consulta e a reprodução de exemplar do artigo para uso próprio de quem o consulta. Casos de plágio ou quaisquer ilegalidades nos textos apresentados são de inteira responsabilidade de seus autores.
