Entre emoções, saberes e livros
uma experiência formativa extensionista no cárcere sob perspectivas críticas e decoloniais
Resumo
A formação de professores de Língua Portuguesa e Literatura, por meio do ensino, da pesquisa e da extensão, requer estudo e vivência da realidade para que a relação docente com a sociedade seja pautada na compreensão de suas problemáticas e potencialidades (Candau, 2008). Nessa perspectiva, este artigo analisa uma experiência formativa de futuros professores de Letras vivenciada em atividades extensionistas que promovem clubes de leitura e de escrita em contexto prisional no Amazonas. Para tanto, analisam-se, de forma qualitativa e interpretativista (Denzin; Lincoln, 2006) os dizeres de alunos extensionistas em entrevista estruturada e registros memorialísticos realizados durante um ano de participação em programa de extensão. Com base nas discussões da pedagogia crítica (Freire, 2000), da pedagogia decolonial (Walsch, 2013) e da busca pela superação das consequências das desigualdades sofridas pelos povos historicamente subalternizados (Mignolo, 2003; Russel; Souza, 2024), compreende-se, ao final das análises, que a formação de professores na vivência de clubes no contexto prisional promove aprendizados pautados na justiça social, porque reconhece pessoas, produz encontros de subjetividades (Rouxel, 2023) e cria revoluções do pensamento, impulsionando modos de participação, interpretação e diálogo, bem como a autonomia e a apreciação estética da vida por meio da leitura e da literatura.
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