Aforização, particitação e a construção de um enunciador justiceiro em manchetes de jornais populares
Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar o uso de aforizações em oito manchetes dos jornais populares (AMARAL, 2006) cariocas Meia Hora e Expresso. Parte-se do pressuposto de que as manchetes constituem espaços privilegiados de disputa de sentidos e de circulação de valores sociais, nos quais se articulam múltiplas vozes e posicionamentos ideológicos. O referencial teórico fundamenta-se na Análise do Discurso de base enunciativa, especialmente nos conceitos de aforização e particitação, conforme propostos por Maingueneau (2004, 2008, 2010). Metodologicamente, realiza-se a análise qualitativa de um conjunto de manchetes, observando-se os efeitos de sentido produzidos pela mobilização de aforizações de destacamento constitutivo, aforizações destacadas de outros textos e aforizações alteradas. Os resultados evidenciam a recorrência de um enunciador que legitima uma concepção punitiva de justiça, marcada pela exaltação da violência estatal, pela inferiorização dos bandidos e pela naturalização da morte como solução para o crime.
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