Currículo, literatura e a reconfiguração da formação de professores de línguas
justiça social e a dimensão socioemocional no reconhecimento de saberes
Resumo
Este artigo investiga a formação de professores de línguas sob a ótica da justiça social, dimensão socioemocional e equidade educacional. Ancorado na escola socialmente justa (LIBÂNEO, 2012; LIBÂNEO; SILVA, 2020) e no direito à literatura como humanização (CANDIDO, 2011), propõe-se a decolonização curricular para superar desigualdades estruturais. A problemática reside na colonialidade do saber (MIGNOLO, 2008, 2017), que subalterniza saberes periféricos e perpetua um dualismo escolar: ensino intelectualizado para elites e acolhimento assistencialista para massas, negligenciando aspectos afetivos e relacionais. O arcabouço teórico-metodológico articula a Pedagogia da Autonomia e o ato de ler (FREIRE, 1996; 2011; 2024) às perspectivas decoloniais, com centralidade na escrevivência (EVARISTO, 2020), dispositivo de cura e engajamento emocional. Argumenta-se que a integração da literatura decolonial e da pluralidade de saberes na formação docente supera o impasse entre direito à diferença e acesso ao conhecimento sistematizado, promovendo bem-estar e dignidade cultural. Conclui-se que tal reconfiguração mune o docente com competências (PERRENOUD, 2000) e sensibilidade relacional para atuar como intelectual transformador, rompendo barreiras curriculares que limitam o pleno desenvolvimento e afirmação da dignidade de populações marginalizadas.
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