A Decolonial-Emotional Framework for Language Teacher Education
Resumo
Este estudo investiga como a emoção opera como força decolonial na formação inicial de professores de línguas e objetiva desenvolver uma abordagem que teoriza a relação entre emoção, reflexão e decolonialidade. Com base na biologia do conhecer de Maturana e na noção de re-existência de Walsh, propomos uma Abordagem Decolonial-Emocional composta por três movimentos recursivos: desconforto, consciência reflexiva e re-existência. Os dados foram coletados por meio de seis rodas de conversa crítico-reflexivas e diários reflexivos com uma participante de um estudo maior. A análise temática focou em narrativas emocionais destacadas dos agrupamentos temáticos. Os resultados sugerem que hierarquias das colonialidades se inscrevem emocionalmente na experiência de formação inicial da docente, produzindo vergonha, medo e questionamento. Por meio da conversa coletiva, a participante transformou o desconforto de um fardo individual para um evento epistêmico compartilhado. Cuidado e empatia possibilitaram a consciência reflexiva de que as emoções são socialmente produzidas e podem ser transformadas. A participante deslocou seu pensar e agir fundamentada em amor, coragem e solidariedade. Assim, vai se tornando agente de re-existência que projeta pedagogias afirmando suas realidades vividas. Esta abordagem contribui para a Linguística Aplicada ao articular as viradas afetiva e decolonial, demonstrando a emoção como energia epistêmica e política essencial à uma formação de professores de línguas.
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