Do castelo à casa-grande: o “Gótico brasileiro”, em Gilberto Freyre

Autores

  • Fernando Monteiro de Barros Jr UERJ

DOI:

https://doi.org/10.12957/soletras.2014.13050

Palavras-chave:

Gótico brasileiro – Tradição e Modernidade – Fantasma e Alegoria

Resumo

A partir da topografia do romance gótico inglês, expressa no castelo mal-assombrado, estabelecemos uma teoria do que seria possivelmente um “Gótico brasileiro”, evidenciado no elemento topográfico da casa-grande segundo o constructo que dela faz o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre em Casa-grande & senzala, no qual encontramos fortes traços de literariedade. As recentes teorias acerca do Gótico sulista norte-americano, que estabelecem a herança escravocrata como seu principal elemento, contribuem para nossa tese sobre a casa-grande em Freyre, que, fantasmática e alegórica, afigura-se como verdadeiro espaço paratópico, em que o real da investigação sociológica mescla-se ao irreal do imaginário literário.

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Publicado

2014-10-13

Como Citar

BARROS JR, Fernando Monteiro de. Do castelo à casa-grande: o “Gótico brasileiro”, em Gilberto Freyre. SOLETRAS, Rio de Janeiro, Brasil, n. 27, p. 80–94, 2014. DOI: 10.12957/soletras.2014.13050. Disponível em: https://www.e-publicacoes.uerj.br/soletras/article/view/13050. Acesso em: 22 mar. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: (Re)Leituras do Gótico literário