Direito Ambiental em tempos de urgências e em um “presente espesso”
Palavras-chave:
Tempos de urgências, Emergência climática, Crítica ao Direito AmbientalResumo
https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/95046
Em tempos de urgências, quando se ultrapassam os limites do planeta Terra, ingressando no “decênio decisivo”, o que resta aos humanos pensar e fazer? As urgências, que não se confundem com a pressa, postulam um tipo de pensamento e de ação capaz de ir além das teorias, das categorias e das promessas herdadas da modernidade, no enfrentamento das soluções fáceis, ditadas pelo mercado financeiro. A Ciência e o Direito têm contribuído para a organização do mundo e a crença no progresso ilimitado. Contrariando a percepção de muitos juristas, é na Ciência e no Direito que se encontram as raízes do que se denomina “crise ecológica” e emergência climática. A partir de uma análise crítica do sistema de proteção da Natureza – que, a pretexto de proteção, tem servido muito mais aos interesses de acumulação do capital –, este artigo objetiva questionar o Direito, o Direito Ambiental em particular. A metodologia consistiu em técnicas de observação direta em contextos distintos, conversas, entrevistas semiestruturadas e revisão da bibliografia.
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