Arquivo racial

o que é e por que você deveria se importar

Autores

Palavras-chave:

Arquivo, Raça, Colonialismo, Documentos, Etnografia

Resumo

https://doi.org/10.1590/2179-8966/2026/93908

Neste artigo, exploro a noção de arquivo racial como operador analítico. Primeiro, mostro como os estudos sobre violência, crime e justiça foram moldados por uma longa negligência do debate racial, o que torna o próprio campo científico um objeto privilegiado para analisar o arquivo racial no Brasil. Em seguida, proponho a racialização contínua da etnografia de documentos: seguir boletins de ocorrência, autos de resistência, laudos periciais e sentenças permite compreender o arquivo como formação discursiva e tecnologia de governo que administra a matabilidade e constitui o racismo antinegro. O objetivo é cruzar níveis de análise, do sociológico ao ontológico, em diálogo com diferentes autoras(es). Por fim, discuto modos de escrever contra e fora do arquivo, aproximando e tensionando argumentos para indicar estratégias etnográficas já operacionalizadas. Concluo sugerindo que o arquivo racial se faz na oscilação contínua entre vida e morte negra.

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Biografia do Autor

Everton Rangel, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil.

Professor do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais (PPPGCIS) da PUC-Rio.

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Publicado

2026-03-11

Como Citar

Rangel, E. (2026). Arquivo racial: o que é e por que você deveria se importar. Revista Direito E Práxis, 17(1). Recuperado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/revistaceaju/article/view/93908

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